História da Madeira e Porto Santo

História da Madeira e Porto Santo

O Arquipélago da Madeira, constituido pela Ilha da Madeira, Ilha do Porto Santo, Ilhas Selvagens e Ilhas Desertas é de origem vulcânica e localiza-se no Oceano Atlântico. A sua formação, segundo as mais recentes teorias, surgiu em consequência da expansão do Atlântico. Este processo que teve início há milhões de anos foi provocado pelo movimento de placas tectónicas e originou a formação de pontos quentes ("hot-spots"), nomeadamente o Hotspot Madeira e Hotspot Canárias, ambos localizados no manto subjacente à Placa Tectónica Africana. Segundo os especialistas as Ilhas Selvagens terão sido as primeiras a emergir, há cerca de 27 Ma, seguidas da Ilha do Porto Santo, há 14 Ma, e por último a Ilha da Madeira e as Ilhas Desertas, aproximadamente, há 5,2 Ma. Nos dias de hoje a actividade vulcânica neste arquipélago atlântico é considerada quase extinta.

No entanto, nos últimos anos, com a construção de túneis e galerias subterrâneas foram descobertas águas gasocarbónicas naturais, assim como gases expelidos através de fracturas nas rochas. Este facto pode significar que o Arquipélago da Madeira atravessa actualmente um período de inactividade vulcânica. As primeiras referências históricas a este arquipélago surgem na antiguidade clássica da parte de historiadores e geógrafos que se referiam a "paradisíacas ilhas atlânticas", o que leva a crer que este conjunto de ilhas já seria conhecido por navegadores Fenícios e Gregos. Já no ano de 1339 encontram-se representadas em cartas geográficas três ilhas aproximadamente no mesmo local onde o Arquipélago da Madeira se situa. Outra importante referência surge no Libro del Conocimiento (1348-1349), obra de um frade espanhol na qual as ilhas são designadas de Leiname, Diserta e Puerto Santo. Só no ano de 1418 é que a Ilha do Porto Santo foi (re)descoberta pelos navegadores portugueses João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. No ano seguinte, os mesmos navegadores acompanhados de Bartolomeu Perestrelo chegaram à Ilha da Madeira. A partir de 1425 inicia-se a colonização do arquipélago da Madeira, uma iniciativa do Infante D. Henrique motivada tanto pelas potencialidades das ilhas ao nível dos recursos naturais como pela sua posição estratégia no quadro do Atlântico Norte, desempenhando um papel fundamental nos Descobrimentos Portugueses.

A primeira divisão administrativa aconteceu em 1440 com o estabelecimento do regime de capitanias. O arquipélago foi dividido em três capitanias, tendo sido nomeados para capitães-donatários os navegadores responsáveis pela (re)descoberta do arquipélago. Tristão Vaz Teixeira foi designado capitão-donatário da capitania de Machico, Bartolomeu Perestrelo tornou-se capitão-donatário da Capitania do Porto Santo (1446) e, mais tarde, em 1450 João Gonçalves Zarco foi investido capitão-donatário da Capitania do Funchal.


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